Atenção primária à saúde nas operadoras médicas

Atenção primária à saúde nas operadoras médicas

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Atenção primária à saúde não surgiu apenas no século XXI. O tema é debatido desde o final dos anos 1970 e engloba diferentes aspectos que são colocados em forma de debate, estudo, pesquisa, conscientização e aplicação dentro da ala médica. 

De acordo com as próprias definições da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Atenção Primária cuida das pessoas de forma integral e antecipada, não somente para tratar doenças, sintomas ou condições específicas já pré-estabelecidas. 

Essa primeira definição foi estabelecida em 1978 a partir da Declaração de Alma-Ata

“[…]Os cuidados primários de saúde são cuidados essenciais de saúde baseados em métodos e tecnologias práticas, cientificamente bem fundamentadas e socialmente aceitáveis, colocadas ao alcance universal de indivíduos e famílias da comunidade, mediante sua plena participação e a um custo que a comunidade e o país possam manter em cada fase de seu desenvolvimento, no espírito de autoconfiança e automedicação[…]”.

Para que esse trabalho ocorra, é preciso desenvolver atividades de promoção, prevenção e controle à saúde. Monitoramento de doenças crônicas e cuidados paliativos também entram na lista. 

Muito se utiliza dos atendimentos primários para conseguir estabelecer formas e meios para atender as pessoas de uma determinada região continuamente. A medicina integrativa, preventiva e de tratamento são utilizadas nessa etapa. 

Esse assunto é muito falado no campo público. O Sistema Único de Saúde considera a atenção primária à saúde como a principal porta de entrada ao sistema e centro de comunicação com os demais aparelhos gratuitos. É como se fosse um filtro para organizar as demandas que recebem e conseguir atender todos os níveis de quadros clínicos, dos simples aos mais delicados. 

Consultas, exames, vacinas e procedimentos gerais são fornecidos à população e todo o auxílio prestado é registrado na Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde. Alguns programas que o SUS utiliza de técnicas de APS para realizar o atendimento são: Médicos pelo Brasil e Programa Saúde na Hora. De forma prática, é comum de encontrar: 

  • Teste rápido de gravidez; 
  • Controle da dengue;
  • Exames de pré-natal; 
  • Teste do pezinho; 
  • Monitoramento de câncer de mama e colo de útero; 
  • Teste rápido para doenças sexualmente transmissíveis 
  • Acompanhamento de doenças crônicas, sejam as respiratórias, diabetes ou hipertensão. 

Mas também pode ser uma excelente ferramenta utilizada na esfera particular, principalmente nas operadoras de planos de saúde. Essa perspectiva alcança tanto o campo de assistência médica como a boa manutenção da logística mercadológica para empresas do setor. 

Continue acompanhando o texto para saber mais sobre a atenção primária à saúde e como ela funciona dentro dos convênios médicos. 

Qual a importância da Atenção Primária à Saúde?

De maneira global, ela tem grande influência na qualidade de vida da população geral. A atenção primária à saúde nas operadoras é importante porque é o primeiro contato que um novo beneficiário terá com os serviços oferecidos.

Esse atendimento costuma estar mais focado em divulgar recomendações e orientações sobre prevenção de doenças. Tende a buscar soluções para casos que já estão agravados e encaminhar os mais leves para consultas com especialistas que vão conseguir monitorar sintomas e possíveis causas. Esse caminho é definido pelo atendimento secundário, terciário ou quaternário. 

A atenção primária dá a possibilidade de entender quais são as principais dificuldades e demandas de um determinado grupo de pessoas. Somente assim é possível criar planos de combate para amenizar ou prevenir as mais variadas patologias já catalogadas. 

Benefícios

Atenção primária à saúde nas operadoras médicas

O uso da atenção primária à saúde nas operadoras de planos carrega consigo algumas serventias. Entre elas: 

  • Melhora nas pontuações estabelecidas por órgãos reguladores da área da saúde
  • Uso mais consciente do plano de saúde 
  • Atendimentos mais dinâmicos e otimizados no setor de emergência 
  • Redução dos custos 
  • Melhoria nas estratégias feitas para ações de prevenção
  • Redução da sinistralidade dos planos médicos 
  • Atendimento assistencial e ocupacional se tornam parte um do outro 
  • Renovação da visão de saúde e autocuidado na saúde brasileira, sobretudo uma nova forma de educar os brasileiros a lidar com questões corporais e mentais. 

Por que investir na Atenção Primária à Saúde?

São quatro os principais motivos que levam as operadoras a considerar a implementação da APS. São eles: 

Redução de custo com os atendimentos

Pacientes que já chegam ao atendimento com quadro clínico mais complexo necessitam de mais recursos para que a doença seja controlada e os sintomas amenizados. Se a operadora foca em ter atendimento iniciais básicos e que também funcionam como uma forma de triagem, esses valores podem ser reduzidos. 

Redução do desperdício de recursos 

Quando há uma gestão consciente e que tenta antecipar grandes problemas, menos medicamentos, procedimentos e cirurgias precisam ser realizados. Em casos mais complexos, alguns exames precisam ser repetidos ou até feitos com mais variedade para que todas as possibilidades sejam descartadas. A atenção primária à saúde costuma diminuir essas necessidades. 

Mais conhecimento sobre os beneficiários 

Ao escolher a atenção primária à saúde, a empresa terá que fazer uma pesquisa e uma avaliação do perfil de todos que estão utilizando os serviços. Dessa forma fica mais fácil de entender a faixa etária, problemas crônicos, históricos familiares ou de doenças anteriores. Essas informações vão permitir que essas pessoas recebam mais atenção e sejam cada vez mais convidadas e incentivadas e cuidar da própria saúde. 

Aumento da pontuação no Índice de Desempenho de Saúde Suplementar (IDSS)

Operadoras de saúde

Esse índice é composto por um conjunto de indicadores que medem qualidade em atenção à saúde, garantia de acesso, sustentabilidade no mercado e gestão de pessoas e regulação. 

Os resultados vão de 0 a 1 e são publicados de forma retroativa. 

É um dos mais importantes no ramo, sendo levado em consideração para posicionar uma operadora de saúde no mercado. Essa informação é utilizada mais tarde pela população que vai escolher uma empresa de assistência médica ou ainda que vai trocar os serviços que usa hoje. 

É comum encontrarmos estabelecimentos que estão criando pacotes mais econômicos, mas totalmente focados nesse cuidado inicial justamente para se adequar nessa pontuação. Recentemente, a ANS divulgou os desempenhos dos convênios médicos referente ao ano de 2020. 

Os motivos mencionados até aqui são boas justificativas para que esse assunto seja debatido e para que receba cada vez mais atenção

Mas precisa existir um planejamento para começar a investir em APS e aplicar esse serviço à população. A Agência Nacional de Saúde Suplementar estabeleceu alguns padrões de atenção primária que precisam ser seguidos para que ela seja exercida nas operadoras, sempre com ações multiprofissionais e interdisciplinares. 

É necessário ter na equipe um médico da família; um especialista clínico que já tenha tido alguma experiência com APS; enfermeiro que tenha enfoque na saúde da família e mais um profissional que tenha nível superior completo na área da saúde. 

Se o convênio ainda ofertar procedimentos diversos, deve contratar um segundo enfermeiro, mas a formação pode ser técnica ou superior. Isso é só o básico definido pela ANS, mas geralmente essas equipes precisam e são compostas também por nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. 

Fora essas exigências, ainda é necessário submeter a empresa ao Projeto de Atenção Primária à Saúde criado pela própria agência e que fornece um certificado que cumprirá todas as normas estabelecidas. 

Além da parte burocrática e legislativa, as operadoras de planos de saúde precisam ficar atentas constantemente com três características atribuídas às APS: 

1 – Acessibilidade no primeiro contato 

É importante que nesse momento os beneficiários entendam o auxílio à saúde como algo mais acessível tanto na parte financeira, como na questão de horários e localização. 

2 – Constância no atendimento 

Ainda que o primeiro contato já tenha se concretizado, é importante que o paciente faça visitas periódicas ao consultório ou ao centro hospitalar e que veja a instituição como fonte de assistência aos problemas de saúde que ele pode evitar ou até desenvolver futuramente. O vínculo é muito importante para que isso aconteça. Nesse momento é importante aplicar técnicas de fidelização dos pacientes para garantir que eles vão voltar e que eles se sintam bem durante todas as consultas e procedimentos. 

3 – Atendimento 360 graus 

A central que o paciente sempre deve procurar é justamente a que forneceu a atenção primária. Mas é esse mesmo local que deve ser responsável por fornecer diversificadas especialidades para que o assistido tenha acesso a técnicas e profissionais capazes de cuidar da melhor maneira possível do quadro clínico que ele apresenta. Também é fornecido encaminhamento para as especialidades necessárias e até suporte para internações domiciliares.  

Esse formato de atendimento busca uma visão mais conectada e integrada dos cuidados médicos. Sendo assim, é exigido mais gestão, coordenação e organização nos atendimentos e também nos ambientes de saúde. 

Importância para os beneficiários 

Os pontos positivos também afetam aqueles que fazem parte do plano de saúde, sejam os individuais ou então os corporativos. 

  • A atenção primária à saúde pode ser a forma que as operadoras vão encontrar de entregar uma assistência médica com nível mais elevado, entregando mais qualidade ao beneficiário. 
  • O beneficiário é colocado como o centro das atenções, recebendo tudo que é necessário para lidar com as patologias que carrega. A doença acaba sendo mais um item e não o mais importante de todos, assim como acontecia antes. 
  • O atendimento acontece de maneira mais personalizada, afinal, cada pessoa tem uma bagagem e um histórico que vão influenciar em como o caso deve ser solucionado. 
  • Aumento da sensação de bem-estar e alto índice de qualidade de vida. 

Como a tecnologia pode ajudar 

Dar conta de oferecer um bom atendimento e ainda se adequar a todos os requisitos necessários para aplicar atenção primária de saúde pode não ser uma tarefa tão simples assim.

A situação pode se agravar se os estabelecimentos de saúde ainda funcionam de maneira manual e não contam com um sistema de gestão que possa ajudar com:

  • Agendamentos online 
  • Prontuário eletrônico separado por especialidade e com a possibilidade de visualização em tela única 
  • Plataforma de telemedicina 
  • Módulo financeiro 
  • Controle de estoque 
  • Integração com faturamento TISS 
  • Segurança digital que a atualidade exige, principalmente sobre a Lei Geral de Proteção de Dados
 

A tecnologia faz parte do mundo da medicina não só para desenvolver novas pesquisas, descoberta de patologias e tratamentos menos invasivos, mas também para facilitar as tarefas do dia a dia e os avanços mercadológicos do setor. 

A Amplimed pensa na sua rotina e desenvolve ferramentas para tornar a sua jornada mais produtiva e otimizada. 

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Doutor marcos andré
Marcos. A. Sonagli
Ortopedista
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