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Inovação na Saúde: avanços tecnológicos da medicina para 2021

Tempo de leitura: 7 minutos

Os avanços tecnológicos da medicina para 2021 têm como base os aprendizados durante a pandemia de coronavírus. Além disso, dão continuidade ao que já era tendência no setor. A busca por precisão e efetividade tem como aliada a análise de dados, a nanomedicina e as descobertas em edição genéticas. Neste texto, você vai conhecer os impactos desses novos recursos nos seguintes aspectos:

  • Prevenção e cuidados;
  • Atendimentos remotos e robótica;
  • Edição genética e medicina de precisão;
  • Big data: mais dados e maior segurança.

Veja o que esperar das tecnologias para a saúde em 2021.

Prevenção e cuidados em todos os momentos

A primeira tendência para 2021 é comportamental. Assegurar a saúde de empregados e clientes será ainda mais importante, já que todos estarão mais atentos aos aspectos de prevenção de doenças. Iniciativas de biossegurança e protocolos de distanciamento continuarão sendo aplicados. 

Para viabilizar esse nível de cuidado serão utilizados recursos tecnológicos criados ou aprimorados durante a pandemia. O foco desses recursos será a redução de risco de contágio. Associado a esse cuidado, será importante prover o suporte à saúde mental dos trabalhadores. A tecnologia vai ajudar na prevenção. 

Por isso, um dos avanços tecnológicos da medicina para 2021 é o maior uso de aplicativos de monitoramento. Mesmo os aplicativos mais simples, de interface intuitiva e direcionada aos pacientes, serão úteis. Como muitas empresas podem optar por manter o trabalho remoto, será mais difícil para os gestores mensurar a sobrecarga de trabalho de seus funcionários. 

Assim, podem ser utilizados aplicativos que monitoram o tempo de utilização de aparelhos eletrônicos e notificam o usuário. Com isso, ele saberá que é o momento de descansar. Além disso, o uso de aplicativos de meditação, atividades físicas, mindfulness e atendimentos de saúde remotos continuarão em destaque. 

Nesse contexto, surgem diversas oportunidades de parcerias empresariais. Negócios da área da saúde podem prover cuidados para equipes profissionais de diferentes áreas. Por isso, além de se preparar para uma maior procura por serviços de saúde, prepare-se para trabalhar diretamente com outras empresas. 

Para evitar contaminações por covid-19, bem como para proteger as equipes de outras doenças laborais, o atendimento remoto a trabalhadores tem muito a agregar ao dia a dia dos negócios. Se você trabalha com convênio médicos, pode encontrar novas empresas parceiras. 

Dos atendimentos remotos aos robôs interativos 

Para pensar nos avanços tecnológicos da medicina para 2021, é preciso fazer a seguinte reflexão.

E se fosse possível receber o mesmo nível de cuidado remotamente que aquele recebido em uma clínica médica?

É claro que as respostas para essa pergunta variam de acordo com fatores objetivos. No entanto, é possível considerar essa possibilidade para pacientes com casos leves ou em busca de prevenção. Afinal, já existe tecnologia suficiente para prover tal nível de cuidado.

O atendimento remoto é uma realidade. A Forrester Analytics estimou que o número de atendimentos virtuais ultrapassaria 1 bilhão até o final de 2020, nos Estados Unidos. A empresa também afirmou que, em 2021, mais de um terço dos atendimentos seria relacionado com saúde mental. 

As consultas virtuais são efetivas para dar atenção inicial às demandas e para evitar risco de contágio pelo deslocamento até o serviço de saúde. Outro entre os avanços tecnológicos da medicina para 2021 é a utilização de robôs em casas e hospitais. Os computadores já ajudam profissionais da saúde a identificar doenças. Um estudo de Harvard prevê que a tecnologia se tornará prevalente em 90% dos hospitais. De acordo com a pesquisa, isso deve ocorrer mesmo que se considere o ceticismo de pacientes e de alguns profissionais sobre o uso da tecnologia em condições médicas críticas. 

No Reino Unido, os robôs já podem manter conversas simples com os pacientes e auxiliar a equipe de saúde. O robô “Pepper” está em teste no Reino Unido e foi desenvolvido para ser “culturalmente competente”. Após o contato inicial com o paciente, ele será capaz de aprender sobre os interesses e o funcionamento das instituições de cuidado. O projeto está sendo conduzido sob a liderança do Dr. Chris Papadopoulos, da Universidade de Bedfordshire. 

Novas descobertas em edição genética e medicina de precisão

Durante a pandemia, a Universidade de Stanford desenvolveu uma tecnologia “lab on a chip”, com a finalidade de detectar COVID-19. O mecanismo pode identificar a contaminação em 30 minutos, com um aparelho portátil. Tecnologias como essa serão o foco das pesquisas em genética em 2021.

Descobertas nesse campo vão acelerar outros avanços tecnológicos da medicina para 2021. Quanto mais é descoberto sobre genética, mais precisos e personalizados podem ser os tratamentos médicos. Então, os médicos podem prescrever tratamentos com maior assertividade de acordo com o perfil genético do paciente. Quanto maior a precisão dos tratamentos, maior sua efetividade. 

Edição genética nos possibilita influenciar em traços hereditários específicos. Assim, o resultado das intervenções é propagado quando as células criam novas proteínas. 

Trata-se, portanto, de uma manipulação da manifestação fenotípica que é executada com técnicas como CRISPR-Cas9. Profissionais já utilizaram esse procedimento em casos de Distrofia Muscular de Duchenne, doenças cardiovasculares e câncer.

A medicina de precisão, como é conhecida, é uma tendência que reúne conhecimentos de diferentes campos científicos. O objetivo desse modelo é customizar os tratamentos de acordo com o perfil genético individual. Com isso, as terapêuticas serão mais efetivas e com menos efeitos colaterais.

Big Data: mais dados e maior segurança

A interação das pessoas com serviços ou aplicativos de saúde online tem gerado uma quantidade significativa de novos dados em saúde. Assim, é possível ter maior previsibilidade sobre onde e quando as intervenções serão necessárias.

Os pacientes geram esses dados em diferentes momentos de sua interação com dispositivos e aplicativos. Com o advento e a popularização de aplicativos vestíveis, mais pessoas podem estar atentas a suas métricas de saúde. Dessa forma, ao mesmo tempo que o aplicativo informa frequência cardíaca, pressão arterial, taxa de gordura, etc, ele armazena esses dados. Então, imagine se fosse possível monitorar a saúde de toda população mundial 24 horas por dia. Sem dimensões globais por enquanto, isso é cada vez mais comum.

O número de monitores de saúde que as pessoas podem vestir triplicou nos últimos quatro anos. São alguns exemplos:

  • Medidores de atividades físicas;
  • Relógios inteligentes que monitoram sinais vitais;
  • Monitores de ECG portáteis;
  • Monitores de pressão sanguínea;
  • Biossensores.

As informações coletadas por essas ferramentas são registros de saúde. As empresas de tecnologia, com acesso a esses dados, podem utilizá-los para desenvolver pesquisas e melhores tratamentos. Para garantir a segurança desses dados, muitas empresas estão desenvolvendo protocolos específicos, com os níveis mais avançados de proteção. Afinal, os bancos de dados são um dos maiores ativos no campo das pesquisas em tecnologia da saúde. 

A Amplimed estará atenta aos avanços tecnológicos da medicina para 2021. Para saber mais sobre os impactos da tecnologia na medicina, leia nosso artigo sobre internet das coisas: “IoT na medicina: conheça as vantagens dos dispositivos inteligentes”

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