Qual a diferença entre medicina preventiva e tratamento?

diferença entre medicina preventiva e tratamento

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Muito se fala sobre medicina preventiva e tratamento. Médicos se dividem sobre qual das duas opções são as preferidas ou que carregam melhores resultados na saúde dos pacientes e no custo-benefício para hospitais e clínicas médicas. 

Uns dizem que há um acúmulo de rotinas médicas a serem realizadas quando as pessoas procuram médico somente quando o caso já é muito crítico. Outros acreditam que há um limite sobre o quanto é necessário prevenir. 

Deixando as opiniões de lado, o fato é que existe diferença entre as duas nomenclaturas e respectivas aplicações no mundo prático. Nesse texto vamos te apresentar e detalhar as principais. 

Mas do que isso, você também vai compreender se esse tema é apenas uma dualidade e se esses termos operam de forma separada. Acompanhe o texto abaixo para entender mais sobre o assunto. 

O que é medicina de tratamento?

O próprio nome já dá pista de qual é o foco nesse ramo da medicina. A medicina de tratamento é muito utilizada em pacientes que chegam ou ao pronto-socorro ou aos consultórios com uma doença já instalada no corpo e, na maioria das vezes, sintomas muito acentuados. 

Costuma acontecer com quem não costuma reparar muito nas mudanças do próprio corpo ou com que não possui o hábito de fazer exames regulares a título de check up para verificar se há alguma anormalidade em algum dos sistemas. 

Em alguns casos de falta de atenção às necessidades físicas e mentais, a medicina de tratamento funciona não mais como algo que pode curar, mas apenas como uma ferramenta de estabilidade e manutenção no bem-estar e qualidade de vida.

Esse estágio mais avançado traz mais desconforto por quem está passando por ele e também medidas mais drásticas e incisivas por parte de quem vai realizar o tratamento da patologia.

Dessa forma, a medicina de tratamento evita complicações de uma doença que já está em andamento por meio de medicamentos, terapias e intervenções cirúrgicas. 

A medicina de tratamento é o formato mais antigo e mais encontrado no setor da saúde no geral e também no farmacêutico. Esse fato demonstra a forma como o brasileiro tende a encarar os cuidados com a própria saúde, não se restringindo à esfera pública ou privada. 

O próprio SUS desenvolve práticas de atenção domiciliar. Em um dos pilares está a ação e promoção de saúde e prevenção. Toda essa dinâmica existe para que o cidadão tente chegar ao centro de atendimento médico antes de precisar de um tratamento muito intenso para cura. 

É na intenção de diminuir os tratamentos imediatos que a medicina preventiva entra em discussão. Muitas campanhas de prevenção são feitas justamente para evitar esses cenários. Outubro rosa e novembro azul são algumas delas. 

O que é medicina preventiva? 

diferença entre medicina preventiva e tratamentos

Nesse caso, o nome também já é bem sugestivo. A medicina preventiva serve como uma espécie de adiantamento e prevenção de alguma doença ou sintoma que pode surgir no ser humano. Não estranhe se você também a ouvir ser chamada de medicina personalizada, alguns especialistas a nomearam assim. 

Em suma, a medicina preventiva trabalha com possibilidades práticas que visam garantir a saúde das pessoas. Isso antes mesmo de surgir um problema concreto e avançado. Normalmente são estabelecidas formas para que situações sejam bloqueadas. 

A medicina preventiva surgiu na década de 1960. Uma pesquisa feita pela cientista brasileira na área da saúde, Sarah Escorel, mostra que nos Estados Unidos, a medicina preventiva foi um movimento ideológico que pedia mudanças práticas na medicina por meio de uma nova atitude dos médicos. A principal causa do surgimento foi o aumento constante do curso da atenção médica no país. 

Teve uma certa resistência no início por se tratar de uma necessidade de mudança no profissional que estudava e praticava a medicina. O médico não serviria mais apenas para tratar e sim para prevenir. Isso exigiria mais estudos, nova conduta e novas formas de lidar com pacientes e com campanhas contra doenças. 

Nessa dinâmica, aumentou o nível de importância da presidência de um médico, uma vez que eles precisam estar presentes na vida do paciente antes mesmo da doença ser concretizada e descoberta em exames laboratoriais ou de imagem. 

A vacina é um exemplo muito importante nesse caso. É a partir delas que a possibilidade de algumas doenças pode ser descartada, como por exemplo: gripe, HPV, febre amarela, Covid-19, poliomielite, sarampo, tétano, rubéola, hepatite B, entre tantas outras. 

No campo genético, a medicina preventiva também funciona muito bem. Alguns pacientes sabem do histórico familiar e que podem desenvolver certas patologias no decorrer do tempo e com o avanço da idade. Por isso se submetem a procedimentos para prevenir que a história de pais e avós se repitam com eles ou até mesmo com os filhos. 

O caso mais famoso sobre esse assunto foi o da atriz hollywoodiana Angelina Jolie. Os médicos da celebridade identificaram em 2013 87% de chance de ela ter câncer de mama. Foi nesse momento em que Angelina Jolie fez uma cirurgia para retirar os seios, uma dupla mastectomia preventiva. 

Na época, a notícia percorreu os noticiários não só americanos, como também brasileiros. A situação deu vazão para uma discussão mais ampla sobre a medicina preventiva, deixando de ser somente uma preocupação dos profissionais da saúde, mas também de todo cidadão comum. 

Na parte mental, a medicina preventiva costuma funcionar com pessoas que já têm alguma predisposição para alguns tipos de transtornos ou então podem desenvolver algum futuramente pelo estilo de vida. 

O próprio burnout, considerado como doença ocupacional pelo CID 11 publicado no início de 2022, diz respeito a um estresse crônico no local de trabalho que não foi tratado de forma adequada logo quando surgiu e nem no decorrer dos dias. 

Qual a diferença entre medicina preventiva e tratamento? 

Explicamos até aqui, separadamente, o que cada uma faz. As principais diferenças entre elas são: 

  • Tempo para aparecimento de resultados. 

Na medicina de tratamento eles costumam aparecer mais rápido porque técnicas mais agressivas são utilizadas para solucionar problemas de saúde. Ainda que demore alguns dias para que remédios e procedimentos comecem a fazer efeito, os resultados são mais pragmáticos e claros. Na medicina preventiva, as ações tendem a levar algum tempo até que os efeitos sejam reparados tanto pelos pacientes quanto pelos médicos. As percepções são mais sutis e detalhistas. Sem contar que precisam ser feitas de forma constante. 

  • Tipos de procedimentos que serão escolhidos. 

Os procedimentos solicitados para casos mais avançados talvez não sejam necessários em situações mais leves. Assim como o que é feito em casos leves de determinada patologia podem não fazer o efeito necessário para dar conta de todos os sintomas que um quadro grave tem. Um exemplo simples é no caso da ansiedade. Se o transtorno já está muito evoluído, provavelmente será necessário entrar em medicamento alopático. Em casos iniciais, consultas com o psicólogo podem dar conta do quadro. 

  • Custo das operações 

A lógica é simples: o que costuma ser mais barato: um remédio ou uma cirurgia? Se um paciente desenvolveu uma doença que pode ser combatida de forma medicamentosa, os custos tendem a ser menores do que toda a preparação, execução e acompanhamento posterior à cirurgia. Sem contar a quantidade de vezes em que a pessoa precisará se consultar com especialistas. 

  • Nível de consciência sobre saúde por parte da população 

A forma como as pessoas enxergam a medicina muda. Deixa de ser algo distante e de total responsabilidade do médico e passa a ser um processo muito mais consciente e de autocuidado com o próprio físico e mente.  

  • Limite de atuação médica 

A grande diferença entre medicina preventiva e tratamento nessa questão é que o médico faz parte do acompanhamento do paciente por períodos diferentes. Se no tratamento o profissional cuida de forma pontual e enquanto o processo durar, na preventiva ele tende a ver o paciente de forma periódica para checar se está tudo bem ou lidar com situações recentes que apareceram. 

  • Forma como o paciente é tratado. 

No campo de tratamento, muitas vezes não há tempo hábil para se aprofundar na doença do paciente ou pesquisar causas mais enraizadas para aquele problema. A cura tende a ser a preocupação número um, isso quando não se trata de casos urgentes. 

Na medicina preventiva fica mais fácil de trabalhar técnicas mais humanizadas. Quando o médico se pré-dispõe a praticar a medicina humanizada, ele acaba conhecendo mais do paciente e o conhecimento deixa de ser somente sobre doenças, sintomas e histórico e passa a ser algo mais detalhista, possibilitando a descoberta de desdobramentos futuros. 

Outras atualizações trazidas pelo campo acadêmico da medicina também ficam mais simples de serem implementadas se o trabalho for preventivo. A medicina integrativa é uma delas. Nessa linha de raciocínio, o médico anda lado a lado com o paciente para resolução e melhoramento do quadro clínico. É uma nova visão que traz o assistido como agente de saúde e principal responsável pela própria melhora, deixando a passividade de lado ao simplesmente sentar em uma cadeira do consultório e esperar que o especialista cuide de tudo. O médico passa a ser um apoiador e orientador, não mais o único responsável ativo sobre o caso. 

Importante ressaltar que uma não descaracteriza a outra e nem a torna desnecessária. Nem mesmo aos pacientes, empresas médicas ou operadoras de saúde. Na verdade, elas precisam andar de mãos dadas, em parceria. 

Em casos urgentes, não há outra opção a não ser a medicina de tratamento. É a única forma do paciente diminuir níveis de dor ou ainda excluir possibilidade de perda de vida. Mas nada impede desse mesmo paciente, no momento em que as necessidades mais gritantes forem supridas, começar a ser atendido com técnicas preventivas para que ele não passe por aquela situação novamente. 

Os custos poderiam ainda ser menores neste formato, tanto para clínicas particulares quanto para convênios. E ao mesmo tempo em que isso acontecesse, o faturamento poderia subir porque os encontros entre especialistas e pacientes seriam mais frequentes. 

Qual o impacto na Atenção Primária à Saúde? 

Observando as diferenças entre medicina preventiva e tratamento é possível entender que o cuidado médico pode ser requisitado em diferentes momentos. A Atenção Primária à Saúde (APS) está localizada logo no começo, antecedendo uma sequência de atendimentos que precisam ser feitos se o caso se torna mais complexo. 

Um estudo brasileiro apontou fortes correlações entre as ideias formuladas pela medicina preventiva e o fortalecimento da APS. A principal justificativa para essa ideia é que a medicina preventiva lida com fases iniciais que respaldam intervenções e prevenções de controle de adoecimento, como ocorre nas visitas domiciliares feitas por agentes de saúde públicos. Diferentemente da medicina de tratamento. 

Prevenir é deixar de usar mais medicamentos do que deve, fazer mais exames do que são necessários ou ainda passar por processos cirúrgicos dispensáveis não é positivo nem para médicos e nem para pacientes. 

Para a pessoa jurídica, os custos de prestar esse cuidado ambulatorial ou eletivo fica mais alto. Prejudicando o bom andamento tanto do serviço técnico quanto da parte administrativa, financeira e burocrática. 

Quem arca com isso no fim das contas é a pessoa física, que tem as mensalidades reajustadas cada vez mais.

Ignorar a atenção primária à saúde também pode comprometer ainda mais o quadro clínico de quem é atendido. O que seria algo pequeno no corpo da pessoa, começa a ser uma situação problemática. Uma boa exemplificação é caso de câncer. 

Dependendo do estágio de evolução, mais procedimentos precisarão ser feitos, assim como internações. Esse novo cenário ainda pode ser um ambiente propício para o desenvolvimento de novas patologias por frequentar constantemente ambientes hospitalares, como é o caso de infecção hospitalar. 

Uma das grandes discussões quando o assunto é medicina preventiva e tratamento é a redução de custo para os estabelecimentos de saúde. E a principal da APS é diminuir a sinistralidade de operadoras de planos de saúde. Efeito esse que beneficia as empresas e os pacientes. 

No sistema de gestão da Amplimed há um módulo dedicado à APS. A utilização da tecnologia nessa modalidade pode ajudar a balancear os atendimentos de tratamento e preventivos. 

Preencha os dados abaixo e comece a utilizar essa função agora mesmo.

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Doutor marcos andré
Marcos. A. Sonagli
Ortopedista
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