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Inteligência Artificial na Medicina: a tecnologia que salva vidas

Tempo de leitura: 7 minutos

A aplicação de inteligência artificial na medicina está muito mais próxima da realidade brasileira do que você pode imaginar. Essa é uma tendência na área da saúde não apenas pela redução de custos, mas principalmente pelo aumento da efetividade dos tratamentos. Por isso, quando falamos em clínicas digitais, a inteligência artificial na medicina surge como o complemento ideal para os avanços do seu negócio. 

Neste artigo, você vai conhecer

  • o conceito de inteligência artificial;
  • como a inteligência artificial pode ser aplicada na medicina; e
  • casos de sucesso no Brasil.

Com isso, vamos desmistificar essa tecnologia que pode levar sua clínica para um nível mais alto de eficiência. 

O que é Inteligência Artificial (IA)?

Segundo o TecnoBlog Inteligência Artificial: 

é um avanço tecnológico que permite que sistemas simulem uma inteligência similar à humana — indo além da programação de ordens específicas para tomar decisões de forma autônoma, baseadas em padrões de enormes bancos de dados.

A Inteligência Artificial, em síntese, possibilita que sistemas tomem decisões de forma autônoma, com base em dados e visando maior precisão. Trata-se, portanto, de uma capacidade para resolução de problemas práticos, considerando diferentes hipóteses a partir dos dados aos quais a máquina tem acesso.

Onde a Inteligência Artificial é aplicada?

A IA é utilizada em diversos setores de produção e serviços. Pode ser aplicada em carros autônomos, em processos operacionais da indústria, no sistema de atendimento de hospitais. Mas é claro que está mais próxima do nosso cotidiano, como nas redes sociais, no antivírus dos aparelhos, nos buscadores da internet e em aplicativos de rotas, como Waze e Google Maps.

Entre os produtos da Google, por exemplo, a IA é essencial para o Google Fotos, para o Gmail e para o Google Tradutor. No primeiro, é a IA que possibilita aos usuários buscas por situações específicas como “abraços” ou “sorrisos”. Além disso, o sistema sugere edições criativas, como GIF, montagem e efeitos de cor. 

Quando se trata do Gmail, a IA é utilizada, principalmente, para aprimoramento dos filtros de spam – o que aumenta a segurança dos clientes. Já o Google Tradutor, ao contar com máquinas neurais para tradução, melhorou a qualidade de seus resultados. 

Na medicina, a IA tem sido utilizada pela sua capacidade de analisar dados e auxiliar no diagnóstico de doenças e na recomendação de tratamentos. Veja, a seguir, algumas aplicações.

Inteligência Artificial na Medicina

O diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, afirmou que o impacto da inteligência artificial na medicina será suficiente para que os profissionais esqueçam a atual prática médica. Em roda de conversa da Hackmed Conference, Chapchap falou o seguinte:

Hoje, vivemos a situação de milhares de diferentes patologias e condições genéticas, pautados por milhares de pessoas, que levam, obviamente, a uma enorme imprecisão dos tratamentos médicos — e a tecnologia veio para ajudar.

É evidente que a inserção da inteligência artificial na medicina será gradual. No mesmo evento, Margareth Amorim, especialista em transformação digital para o setor da saúde na SAP, indicou que

O intuito é usar as novas tecnologias, como IA, blockchain, IoT [Internet das Coisas], analíticos avançados, aprendizagem de máquinas [machine learning], para auxiliar a consulta médica. Em hipótese alguma, o foco é substituir a decisão médica e, sim, que as tecnologias sejam auxiliares a essa decisão.

Portanto, o ideal é que os serviços de saúde disponham dos profissionais com as melhores qualificações e das tecnologias com maior impacto. 

Casos de sucesso com IA no Brasil

Alguns hospitais e laboratórios brasileiros já utilizam algoritmos desenvolvidos com IA. Para exames de imagem, por exemplo, o grupo Fleury Medicina e Saúde validou um algoritmo para auxiliar médicos no diagnóstico de embolia pulmonar. O diagnóstico precoce dessa doença pode reduzir, consideravelmente, o risco de complicações e morte. 

Edgar Rizzatti, diretor-executivo e médico no Grupo Fleury, explicou durante a Hackmed Conference que

Essa ferramenta nos auxilia com o escaneamento automatizado da tomografia do paciente, enquanto ele ainda é submetido ao exame e indica para o radiologista sinais de que possa haver uma embolia pulmonar. Atualmente, estamos implementando esses algoritmos em todos os nossos equipamentos.

Outro evento em que muitos recursos brasileiro com IA foram apresentados ocorreu em 2019. No Congresso da Sociedade Norte-Americana de Radiologia (RSNA), dois cases brasileiros ganharam destaque. 

IA na avaliação de quadros emergenciais

Um dos casos brasileiros é o projeto conduzido no Hospital Santa Paula, na capital paulista. Com foco na identificação de hemorragia cerebral e embolia pulmonar, a tecnologia aplicada parte de algoritmos desenvolvidos pela empresa israelense Aidoc

O recurso detecta episódios críticos e comunica o médico sobre a necessidade de priorizar o atendimento. Os próximos passos do projeto serão em direção ao aprimoramento da análise de falsos positivos e falsos negativos para aumentar a acurácia da técnica. 

IA para mamografias

A inteligência artificial na medicina também é utilizada em mamografias. A aplicação é conduzida pelo laboratório Delboni, do grupo Dasa – que conta com profissionais do Brasil e da Argentina. O projeto utiliza algoritmo desenvolvido pela americana Curemetriz. 

A empresa já aplicou a técnica em mais de 6 mil casos. Segundo a Dasa, o padrão ouro para rastreamento com mamografia é a dupla leitura, que consiste na análise do exame por dois médicos radiologistas. Com isso, há aumento da especificidade e da sensibilidade do exame. 

O algoritmo, por sua vez, indica quando os resultados preenchem esses critérios, apontando eventuais equívocos. Portanto, tem impacto direto na qualidade dos diagnósticos, o que traz benefícios evidentes para os pacientes. 

IA salvando vidas no Brasil

O robô Laura é uma invenção brasileira de IA que indica os paciente com maior risco de desenvolver um quadro de sepse. O projeto foi criado pelo analista de sistemas Jacson Fressatto após um episódio trágico: sua filha, Laura, de apenas 18 dias de vida morreu após sofrer uma septicemia. 

O programa criado por Fressatto conecta-se ao prontuário eletrônico, acessando todas as informações do paciente. Além disso, avalia os sinais vitais do indivíduo, relacionando-os aos resultados dos exames laboratoriais. 

O sistema é apresentado da seguinte forma, em seu site oficial:

A Laura antecipa em até 12 horas o alerta de deterioração clínica, possibilitando a intervenção antecipada, quando combinado ao monitoramento contínuo de sinais vitais. Dessa forma, a Laura auxilia o time assistencial a otimizar resultados clínicos e financeiros.

De acordo com a revista Veja Saúde, em 2019, o programa já havia ajudado a detectar precocemente mais de 9 mil quadros que poderiam ser agravados. 

Conclusão

A inteligência artificial na medicina traz muitos diferenciais para o atendimento, que podem impactar de forma significativa o prognóstico dos pacientes. Por isso, é uma tendência tecnológica para a área da saúde. Seu melhor aproveitamento depende, é claro, da habilidade dos profissionais que utilizam esses recursos.

O avanço tecnológico é evidente. A questão principal é: sua clínica está preparada?

O primeiro passo para se preparar é inserir seu negócio na era digital.

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