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Interoperabilidade na Saúde: a importância para os sistemas de informação da Saúde

Tempo de leitura: 9 minutos

A interoperabilidade na saúde é a integração de diferentes sistemas de informação. Essa capacidade de comunicação e interação entre os diferentes aplicativos, softwares e dispositivos é essencial para o novo momento das ciências da saúde. 

Afinal, os procedimentos de cuidado com a saúde envolvem alterações importantes no estado clínico dos pacientes, que podem ser monitoradas de várias formas. A interoperabilidade na saúde, portanto, facilita o acompanhamento dos pacientes, bem como a gestão do processo de atendimento.

Todos os dados coletados são importantes para o tratamento. Porém, muitas vezes, cada sistema armazena um tipo de informação e as clínicas acabam utilizando papel em algum momento. Essa quebra na comunicação prejudica o fluxo do atendimento e, até mesmo, pode afetar a qualidade do tratamento. 

Por isso, neste artigo vamos abordar:;

  • O que é interoperabilidade?
  • Quais são os benefícios da interoperabilidade na saúde?
  • Quais sistemas são apropriados para essa implantação?
  • Passos para alcançar a interoperabilidade na saúde

Até o fim deste texto, você vai entender todo passo a passo para implementar a interoperabilidade de forma prática e efetiva.

O que é interoperabilidade?

A interoperabilidade é a capacidade de um sistema se integrar com outros sem a participação ativa de uma pessoa. Com isso, os sistemas podem funcionar de forma sinergia e simultânea. As ações da equipe são aplicadas apenas na implementação e na gestão dessa integração.

A interoperabilidade na saúde, especificamente, possibilita o compartilhamento de dados entre diferentes ferramentas. Assim, o conjunto de dados sobre o paciente torna-se mais poderoso do que o simples armazenamento de informações separadas. 

O fluxo de informações proveniente dessa integração pode ocorrer entre:

  • Sistema de gestão de clínicas e consultórios;
  • Prontuário eletrônico do paciente;
  • Sistemas de clínicas de radiologia;
  • Sistemas de laboratórios, e outros.

Uma vez que a medicina direciona-se ao tratamento preventivo, a interpretação de dados clínicos integrados é crucial para predição de quadros e para tomadas de decisão. Assim, a interoperabilidade na saúde deve ser implementada por:

  • Proporcionar a visão holística do paciente;
  • Facilitar a automatização do atendimento, sem retrabalho;
  • Integrar aspectos clínicos e administrativos do atendimento.

Veja, a seguir, como sua clínica pode se beneficiar dessa prática.

Benefícios da interoperabilidade na Saúde 

A interoperabilidade em saúde traz inúmeros benefícios para as clínicas e outras instituições da área. As principais vantagens de implementá-la são percebidas logo nos primeiros atendimentos, tais como:

  1. Visão integral da saúde do paciente;
  2. Agilidade nos processos;
  3. Adesão do paciente ao tratamento;
  4. Comunicação entre profissionais.

1. Visão integral de saúde do paciente

Isso acontece porque a interoperabilidade possibilita a união, o compartilhamento e o uso de dados, com segurança, entre diferentes sistemas. Assim, os dados coletados e gerados em diferentes etapas do atendimento poderão ser analisados de forma ampla. 

As informações do paciente em consultas com um especialista podem ser analisadas em conjunto com dados dos laboratórios e dos atendimentos de outro profissional. O resultado disso é a visão holística da saúde do paciente, que aumenta a segurança e a eficácia dos tratamentos. 

Por isso, é possível afirmar que a interoperabilidade em saúde aumenta a assertividade dos profissionais. Afinal, há um acompanhamento clínico e laboratorial contínuo, facilitando, ainda, as intervenções precoces. 

2. Agilidade nos processos

Os profissionais que utilizam sistemas de informação que não se comunicam perdem tempo com tarefas desnecessárias. Se o médico tem um programa para prontuário eletrônico e outro para prescrições, por exemplo, ele precisará preencher os dados do paciente duas vezes. 

Se ele possui um prontuário não integrado com sistemas dos laboratórios, como faz para inserir os resultados dos exames? Digita?

Essa troca de sistemas não contribui para a consulta. O tempo que o médico poderia focar no paciente acaba sendo usado para inserir informações em diferentes plataformas. 

A interoperabilidade, por outro lado, aprimora os processos de atendimento. Para isso, mantém o sentido único das informações: uma vez preenchidas, ficam disponíveis para os demais sistemas. Então, ao invés de acessar um novo software, o médico terá tudo no mesmo sistema de gestão do atendimento. 

É claro que, para maior praticidade, as informações são filtradas. A participação ativa do profissional ocorre no momento da configuração desses filtros. Em outras palavras, o médico precisa apenas selecionar quais informações deseja visualizar na mesma tela.

3. Adesão do paciente ao tratamento

Os benefícios para o paciente são evidentes. Em resumo, pacientes e familiares apresentam um maior engajamento no tratamento, já que também têm acesso facilitado às informações de saúde. Dessa forma, eles têm maior envolvimento e comprometimento no autocuidado.

A adesão ao tratamento é importante para um bom prognóstico. Além disso, um maior engajamento ao processo favorece resultados positivos e a satisfação dos pacientes

4. Comunicação entre os profissionais

Alguns pacientes consultam com diferentes especialistas ao longo de seu tratamento. A abordagem multidisciplinar traz muitas vantagens, especialmente, para casos complexos e para a medicina preventiva. 

Reunir dados de diferentes fontes sobre a saúde do paciente facilita a análise de variáveis do caso. Por isso, a comunicação entre profissionais é importante, sobretudo, quando ocorre por um ambiente prático e seguro. 

Há, ainda, benefícios adicionais do uso de interoperabilidade na saúde:

  • Mais agilidade nos procedimentos;
  • Aumento da integração das equipes profissionais;
  • Melhor gestão de processos internos;
  • Maior qualidade dos dados;
  • Eliminação das tarefas repetitivas;
  • Empresa sustentável, sem consumo de folhas de papel;
  • Transmissão de dados facilitada. 

Quais sistemas são apropriados para essa implantação?

A implementação da interoperabilidade na saúde requer o uso de protocolos específicos. Esses protocolos, estabelecidos dentro dos sistemas, convertem as informações automaticamente, sem intervenção humana. O sistema TISS (Troca de Informação de Saúde Suplementar) e o FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources) são dois exemplos. 

O TISS é o padrão para troca de informações entre instituições de saúde suplementar e planos de saúde. A uniformização das ações administrativas é um dos objetivos da padronização de dados pelo TISS. Além disso, sua incorporação melhora o registro de dados, facilita o financiamento de medidas de avaliação e a gestão financeira das operadoras de planos de saúde. O padrão TISS segue os critérios de interoperabilidade recomendados pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Já o FHIR foi desenvolvido pela organização sem fins lucrativos Health Level Seven International (HL7), que cria protocolos de transmissão de mensagens entre equipamentos, base de dados e sistemas de gestão em saúde. Essas normas são compiladas em uma camada chamada “camada 7”, no modelo OSI de comunicação entre computadores que são adaptados para o sistema. 

Passos para alcançar a interoperabilidade na saúde

A implementação de novas metodologias de gestão de atendimento deve seguir três passos:

  • Adesão aos softwares assistenciais;
  • Treinamento da equipe;
  • Humanização do atendimento com os sistemas.

Por isso, a escolha do software é muito importante. Afinal, é a partir dele que ocorrerá a transformação do atendimento. Ao escolher o software as demais variáveis dessa mudança serão impactadas. Então, é fundamental que você tome uma decisão com cuidado sobre o sistema que será utilizado para gestão e para atendimento. 

Entre os aspectos que devem ser considerados estão a segurança, o custo de implantação, a praticidade e os procedimentos de manutenção. Nesses aspectos, os softwares em nuvem sempre saem na frente, já que possuem menor custo, maior praticidade na implantação e na manutenção. Além disso, contam com o mais alto nível de segurança. 

Depois de escolher o sistema, será preciso fazer o treinamento das equipe assistencial e administrativa. Quando os profissionais compreenderem o uso do sistema e os novos procedimentos a serem adotados, você já pode colocar em prática a mudança. 

A humanização desse processo, no entanto, não ocorre a partir de um treinamento técnico. Trata-se de uma busca pela eficiência operacional, considerando:

  • necessidades da equipe;
  • tipos de conduta adotadas;
  • procedimentos padronizados e variações aceitáveis.

Além desses passos gerais existem requisitos relacionados à infraestrutura da implementação da interoperabilidade. Veja a seguir. 

A infraestrutura da interoperabilidade na saúde

Para você saber mais sobre a infraestrutura necessária, participe dos projetos de desenvolvimento da interoperabilidade. A ISO (Organização Internacional para Padronização) e a Associação Americana de Hospitais possuem relatórios e eventos sobre o tema. No Brasil, você pode acompanhar o projeto Padrões para Interoperabilidade Brasileiro (ePING). 

Outra ação importante é encorajar parceiros e fornecedores a seguir padrões de compatibilidade em seus sistemas. Além disso, como consumidor de tecnologia, escolha softwares alinhados com os padrões FHIR e TISS.

Na sua empresa, busque padronizar os sistemas utilizados. Para isso, reduza o número de software. Prefira aqueles que possuem o maior número de funcionalidades em alto padrão de segurança e praticidade. A utilização das APIs (Interfaces Abertas de Programação de Aplicativos) também facilita o tráfego de dados para plataformas externas. Portanto, é uma medida essencial. 

Finalmente, continue investindo em inovação e preparando sua clínica para a nova medicina. Se você tem interesse em interoperabilidade na saúde, precisa saber mais sobre como funciona um consultório online. 

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