6 motivos para implantar um atendimento médico humanizado

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As tecnologias e a organização de sistemas públicos não funcionam sozinhos na promoção da saúde de uma sociedade. Sua eficácia depende da qualidade da relação humana que se estabelece entre profissionais e pacientes. É o que chamamos de atendimento médico humanizado.

O conceito acima foi usado como justificativa pelo Ministério da Saúde para criar, em maio de 2000, as bases do Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Quase 20 anos depois, ainda estamos engatinhando nessa matéria.

Buscar um atendimento médico humanizado, que respeite o paciente como indivíduo, não é uma dificuldade apenas do Brasil. Governos e profissionais de saúde em todo o mundo perseguem esse objetivo há décadas. Neste artigo enumeramos alguns motivos que justificam a adoção do conceito na prática.

Por um atendimento que priorize o paciente e não a doença

Antes de apontar benefícios que podem ser alcançados com sua aplicação, vale explicar melhor o que é o atendimento médico humanizado. O termo remete a uma medicina que enxergue o paciente além de um número ou de uma possível doença a ser solucionada.

Prega-se um atendimento que ouça mais o paciente e o submeta a menos exames desnecessários. Que não o obrigue a esperar tanto por uma consulta ou procedimento. Que invista mais na saúde, na prevenção, do que na doença.

A maior proximidade do médico com o paciente é apenas um dos aspectos. Na verdade o atendimento humanizado pressupõe que toda a cadeia de profissionais de saúde, tanto no pré como no pós-atendimento, participe do processo.

E essa é uma prática que se reverte também em benefício para os profissionais que a adotam. Confira abaixo 6 motivos para a aplicação do conceito de humanização nos atendimentos médicos:

Atendimento médico humanizado gera mais resultados

O primeiro passo para oferecer um atendimento humanizado é aplicar esse mesmo conceito com a equipe de profissionais. Se os funcionários de um hospital ou clínica recebem tratamento respeitoso, pessoal e ético. É isso que eles irão passar para os clientes e pacientes. Os processos fluirão de forma mais natural e certamente isso se reverterá em ganho de produtividade e resultados positivos sob o ponto de vista administrativo. A instituição ganha com a satisfação dos clientes e colhe os frutos de poder contar com uma equipe motivada.

Paciente satisfeito recomenda o serviço

Quando o paciente procura assistência muitas vezes está fragilizado. Nessa hora o atendimento médico humanizado pode fazer toda a diferença. Às vezes um simples gesto pode lhe dar o conforto de que ele precisa naquele momento. Se ele é recebido com sorriso, se é bem atendido na consulta e durante a execução de exames tende a voltar e a recomendar o serviço. Ganha a instituição, ganha o médico e ganha também o paciente.

Maior eficácia no tratamento

Ao imprimir um atendimento mais pessoal, o médico estabelece uma relação de maior confiança com o paciente. Procurar entender suas dificuldades, seus medos e limitações também pode ajudar o profissional a optar por um tratamento mais individualizado e que lhe pareça mais eficaz. Ao perceber o empenho do médico, o paciente também se sensibiliza e adota uma postura mais participativa. Ele confia nas orientações e se esforça para fazer da melhor forma possível parte que lhe cabe no tratamento.

Mais foco na prevenção

Quando o médico tem uma relação mais próxima com o paciente, ele entende melhor suas deficiências e as suas necessidades. Assim, conhecendo melhor o seu histórico, fica mais fácil enxergar além dos sintomas mais aparentes. Essa proximidade possibilita ao profissional de saúde, muitas vezes, atuar também de forma preventiva em relação a outros possíveis desdobramentos. Além de atacar o problema imediato ele pode envolver o paciente em um trabalho mais amplo, visando a prevenção de futuros danos.

Menos exames desnecessários

Muitas vezes uma anaminese mais demorada pode eliminar a necessidade de alguns exames. Escutar o paciente e estimulá-lo a detalhar seus sintomas, seus hábitos e seus medos pode ajudar o profissional de saúde a ser mais preciso em sua investigação. Isso o levará a pedir um número menor de exames. Além de aumentar a confiança do paciente no profissional, essa é uma postira que contribui para evitar a piora do nível de sobrecarga dos laboratórios e unidades de exames.

Decisão compartilhada

Dentro da perspectiva de uma atendimento médico humanizado, o profissional pode dividir a responsabilidade em casos mais drásticos com o próprio paciente. Esse, como maior afetado, deve ter sua autonomia respeitada em relação a alguns possíveis procedimentos. Ele tem o direito, por exemplo de conhecer todos os detalhes e de participar da decisão por um tratamento mais invasivo, que não ofereça garantias reais de solução. Da mesma forma, casos clínicos graves e possíveis internações de longo prazo devem ser discutidas com toda a franqueza. De preferência com a participação de outros membros da família.

Conhece mais algum motivo para adotar um atendimento médico humanizado? Conte pra gente nos comentários!

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