Exames realizados no home care: quais podem ser feitos?

exames realizados no home care

Compartilhe esse artigo em suas redes

pop-up oferta especial Amplimed

Exames no home care é mais uma possibilidade que o atendimento domiciliar proporciona tanto aos pacientes quantos aos prestadores de serviços na área da saúde. 

Quando pensamos em home care, a primeira coisa que tende a vir na cabeça é a quantidade de cuidados diários que um paciente precisará ter, sobretudo os acamados. Muito se fala do dia a dia e de consultas oferecidas nesse formato, mas poucas são as vezes em que pensamos em como exames são realizados em quem é tratado em casa. 

O jeito mais comum e tradicional de fazer um exame ou tomar vacina é indo até um local especializado para isso, preenchendo um cadastro e esperando em uma fila até ser atendido e o material completamente colhido ou aplicado. A dinâmica muda na coleta em residência. 

Uma equipe vai até a casa do paciente que está recebendo cuidados em home care e faz todos os exames necessários, mantendo toda qualidade e segurança. Os resultados são levados para um laboratório e depois compartilhados com os médicos que fizeram a solicitação das testagens clínicas. 

No início da prática, o trabalho era voltado para idosos e pessoas com dificuldades motoras. Mas hoje esse leque é muito mais aberto! Nesse texto você vai saber como realizar exames no home care e quais são os principais tipos que podem ser feitos nas casas dos pacientes. 

Coleta de exames realizados no home care em domicílio 

Colher exames em casa é um procedimento que pode ser feito por pacientes que foram liberados para receber o cuidado em domicílio de qualquer idade e em qualquer condição física. Não há uma regra muito clara e objetiva sobre quem pode continuar o tratamento em casa, mas os critérios seguidos hoje para isso foram estabelecidos pela Associação Brasileira de Empresas de Medicina Domiciliar (ABEMID). Entre os principais casos estão: 

  • Recém-nascidos 
  • Pessoas com dificuldades de locomoção 
  • Deficiência física ou transtorno mental severo 
  • Pessoas no pós-operatório 
  • Portadores de doenças crônicas e autoimunes 
  • Pacientes que precisam de cuidados básicos diários, como banho e alimentação. 
  • Pessoas que utilizam ventilação mecânica.
  • Pacientes que fazem a absorção de nutrientes por gastrostomia.

Há benefícios e vantagens tanto para quem faz a coleta de exames em domicílio quanto para o paciente. 

Para o assistido que já está em condição de home care, poder fazer uma coleta em casa significa que manterá o tratamento individual sem perder a qualidade nos resultados; não vai precisa mobilizar nenhum tipo de transporte para ir até o estabelecimento, o que poderia causar transtornos e estresses; terá menos risco de infecções ocasionadas pelos locais de saúde; terá a presença de algum familiar ou amigo durante a coleta, o que pode tornar o momento mais tranquilo e calmo; a coleta, por ser residencial, garante conforto e comodidade. Temos um conteúdo no Blog da Amplimed sobre os benefícios significativos aos pacientes.

Para clínicas, consultórios e hospitais os exames no home care possibilitam uma redução de custos para a instituição, uma vez que dispensa toda a grandiosa e complexa estrutura das empresas de saúde. Os exames no home care também ajudam na formulação de uma agenda dinâmica e organizada, porque dissolve a movimentação que o laboratório teria durante o dia. 

Se em um único expediente, por exemplo, o local recebe 150 pacientes para coletas, esse número pode ser divido e se transformar em 100 coletas presenciais e 50 feitas em domicílio. Isso se a empresa ainda quiser atender de forma híbrida. Em casos em que a prestação de serviço se torne 100% domiciliar, muitos outros custos são eliminados como aluguel ou compra de espaço para atendimento, água e luz. 

Fazer exames no home care permite que a abrangência do atendimento seja expandida e novas áreas de cobertura sejam exploradas. O aumento do raio fará com que os exames sejam feitos em maior quantidade e esse preenchimento de agenda pode modificar positivamente o faturamento no final do mês. Veja esse texto para saber como oferecer um atendimento de qualidade no estilo home care.

Os exames de rotinas são os mais comuns para serem feitos em casa. Mas nem todos estão disponíveis ou podem ser colhidos fora do ambiente de um laboratório. Algumas amostras apresentam uma estabilidade que deve ser mantida e checada quase que imediatamente por meio de equipamentos que não podem ser levados para fora do laboratório. 

Para que não haja dúvidas das possibilidades de exames no home care, separamos uma lista com os principais executados nessa modalidade hoje no Brasil:

exames realizados no home care 

  • Hemograma para detectar se há alguma alteração no organismo da pessoa a partir da análise do sangue. 
  • Teste do pezinho para recém-nascidos, feito para verificar se existe alguma doença metabólica, genética ou infecciosa.
  • Coprocultura e exame parasitológico para verificar se há microrganismos nas fezes que podem originar algum tipo de doença 
  • Urocultura para verificar se existe alguma bactéria na urina que pode causar uma enfermidade na pessoa.
  • Sondagem é feita em pacientes que estão acamados ou até mesmo crianças que ainda não conseguem usar o banheiro sozinhas. A coleta é feita, geralmente, por sondagem vesical de alívio. 
  • RT-PCR para detectar a presença ou não do vírus SARS-CoV-2 no momento de coleta. É feito via swab nasal ou pela saliva. 
  • Sorologia IgG e IgM para identificar se há anticorpos neutralizantes contra a Covid-19 
  • Exames genéticos no geral, que são feitos para identificar e analisar mutações genéticas no corpo do paciente, principalmente nos cromossomos e genes que indicam síndromes como: a de Down, de Turner e de Patau. 
  • Exame NIPT feito durante o pré-natal.
  • Sexagem fetal para saber qual será o sexo do bebê. 
  • Hormônio Anti-Mulleriano para verificar qual o nível de reserva de ovários da mulher.
  • Mapa para monitorar a pressão arterial durante 24h do dia enquanto o paciente realiza atividades já rotineiras e habituais a ele. 
  • Holter: feito para avaliar as condições do coração e descartar qualquer distúrbio do ritmo cardíaco durante as atividades diárias do paciente.
  • Eletrocardiograma para avaliar a atividade elétrica do coração. 
  • Espirometria para certificar qual a quantidade de ar que uma pessoa consegue inspirar e expirar cada vez que respira, ou seja, é um exame pulmonar. 
  • Eletroencefalograma feito para monitorar tanto a parte elétrica quanto fisiológica das atividades cerebrais. 
  • Saturação de oxigênio utilizado para indicar qual a porcentagem de oxigênio presente no sangue. 
  • Monitoramento da glicemia, pressão arterial e frequência cardíaca.

Ainda que sua empresa não realize todos esses exames ou ainda se não há cobertura de convênio, você pode contar com a ajuda de serviços terceirizados e sugerir essa opção ao paciente. Laboratórios podem ajudar nesse momento, uma vez que a maioria já está acostumada a realizar esse tipo de trabalho e tem todo o suporte necessário para tal. 

Independentemente do tipo de exame que precisa ser realizado, diário ou periódico, o padrão de segurança precisa ser mantido tanto na questão de coleta quanto na análise e entrega dos resultados. Antes de ofertar exames no home care, lembre-se:

A higiene está em primeiro lugar: Oriente os colaboradores da sua clínica a manter os mesmos hábitos sanitários que pratica no consultório no momento em que for visitar um paciente. É imprescindível: lavar as mãos com água e sabão antes de mais nada; utilizar toalhas descartáveis para enxugar as mãos; utilizar álcool em gel no lugar que ocorrerá a coleta; deixar materiais como algodão e curativos em um local de fácil acesso pelo profissional; esterilizar seringas, agulhas e demais instrumentos que serão utilizados e, por fim, descartar o lixo de maneira adequada. 

O básico continua: O profissionalismo precisa continuar mesmo nos exames em home care. Uniformes podem ser mantidos, assim como a utilização da logomarca em acessórios e equipamentos utilizados no procedimento. A boa comunicação não fica de fora desses requisitos.  

As amostras precisam ser preservadas: A Sociedade Brasileira de Análises Clínicas desenvolveu o Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ). O conteúdo orienta como as coletas devem ser feitas, qual a melhor forma de armazenar e analisar o material. Essas diretrizes são seguidas por boa parte dos estabelecimentos de saúde e devem ser mantidas em casos de exames no home care também. 

Aplicação de vacinas em casa

Outra forma de diversificar os tipos de atendimentos proporcionados na modalidade home care é ofertar a aplicação de vacinas nas casas dos pacientes. As indicações, os benefícios e os cuidados são similares às demandas nos exames, como exposto anteriormente. Os principais tipos de vacinas que são oferecidos hoje em dia dentro da casa dos pacientes são: 

  • Dengue
  • Dtpa
  • DTpa + IPV – Difteria + Tétano + Coqueluche acelular + Poliomielite
  • Febre Amarela
  • Febre Tifóide
  • Gripe Tetravalente
  • Haemophilus Influenzae tipo B
  • Hepatite A; A+B;B e Zóster 
  • Hexavalente – dTpa + IPV + HIB + HEP B
  • HIB
  • HPV Bivalente
  • HPV Quadrivalente
  • Meningite ACWY
  • Meningite B
  • Pentavalente – dTpa + IPV + HIB
  • Pneumocócica 13 e 23 
  • Rotavírus
  • Tetra Viral – Sarampo + Caxumba + Rubéola + Catapora
  • Tríplice Viral – Sarampo + Caxumba + Rubéola
  • Varicela

Exames realizados no home care: Como oferecer esses serviços

exames realizados no home care

Os responsáveis pelos estabelecimentos que vão fornecer vacinas e exames no home care precisam: 

  • Ter profissionais preparados tanto academicamente quanto tecnicamente para realizar diversos tipos de coleta, que são definidas de acordo com as demandas clínicas de cada caso. Pode até ser cogitado oferecer treinamentos para essas situações. 
  • Garantir que normas sanitárias serão cumpridas fora do ambiente médico tradicional
  • Cumprir as normas regulamentadoras do home care no Brasil que estão estabelecidas na Resolução nº1.668 de 2003 pelo Conselho Federal de Medicina.
  • Utilizar equipamentos e materiais portáteis que vão se adequar a qualquer tipo de casa que o profissional vai visitar para fazer as coletas de exames ou aplicações de vacinas 
  • Ter um bom controle de estoques, ainda que fora da clínica, para entender o quanto de material e medicação está sendo utilizado nos serviços em domicílio. 

A medicina tem se transformado cada vez mais, tanto por causa das novas necessidades sociais que estão surgindo a cada dia, como também pela tecnologia que se aprimora cada vez mais para garantir a manutenção da saúde, prevenção de doenças, controle de sintomas e melhor qualidade ao tratamento. 

Ainda que as mudanças pareçam muito globais, saiba que elas podem ser vistas e aplicadas em cada estabelecimento de saúde do país. A sua clínica pode aproveitar os benefícios que essas mudanças trazem. 

Preencha os dados abaixo e acesse agora o e-book que a Amplimed preparou para você sobre transformação digital e tenha acesso de forma gratuita a dicas e estratégias que você pode adotar para usar a tecnologia a seu favor.

 

Compartilhar em:

Olá amigo(a), conheça o software Amplimed, feito por médicos, com a intenção de contribuir com o ecossistema da saúde de forma digital.
Doutor marcos andré
Marcos. A. Sonagli
Ortopedista
pop-up fechar página