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Planejamento Financeiro para clínicas médicas em 5 passos práticos

Tempo de leitura: 8 minutos

O planejamento financeiro para clínicas médicas pode ser realizado em algumas etapas. Ele consiste na análise, nas decisões e na organização do seu setor financeiro. A partir disso, você definirá a qualidade da gestão financeira da sua empresa. Essa é uma área fundamental de um negócio, que exige conhecimento vindos de diversas especialidades. 

Nesse texto, vamos organizar os processos para o planejamento da seguinte forma:

  • Investimentos iniciais;
  • Organização;
  • Fluxo de caixa;
  • Aprimoramento tecnológico;
  • Aprendizado contínuo.

Leia o texto até o final para poder aplicar ainda hoje nossas dicas. 

1. Planejamento Financeiro para clínicas médicas: investimentos iniciais

O primeiro passo para uma melhor gestão financeira é a organização dos investimentos iniciais, que vão guiar a abertura e o funcionamento da clínica médica. O capital investido financia os atendimentos por convênios médicos, os custos de abertura, a aquisição e manutenção de equipamentos, entre outras despesas. 

Para organizar essa aplicação inicial, é necessário classificá-los em investimento fixo e capital de giro. O primeiro caracteriza-se por ser um investimento único, em geral, calculado com base na necessidade para abertura da empresa. Já o capital de giro é um valor relacionado ao custo de manutenção do funcionamento da clínica. Com ele, é possível continuar as estratégias de aquisição de pacientes e os atendimentos por convênios, por exemplo. 

Ambos devem considerar o modelo de implantação do negócio. Devem integrar o cálculo, também, o preço de aquisição ou aluguel de equipamentos e do imóvel. Em caso de compra, será necessário um maior aporte inicial. Caso você opte por alugar imóvel e equipamentos, a necessidade de capital de giro será maior. 

Após calcular o investimento fixo e o capital de giro, você precisará organizar as fontes de renda da clínica. Então, decida as modalidades de atendimento que serão utilizadas. Faça, também, a precificação dos atendimentos particulares e por convênio. Nesse momento, também é importante definir um percentual de atendimentos por plano de saúde – caso você utilize essa estratégia. Afinal, o número de atendimentos por convênios tem impacto no fluxo de caixa, uma vez que se trata de uma conta a receber em certo prazo. 

Para aprimorar os primeiros passos, leia: “Como abrir uma clínica médica”.

2. Planejamento Financeiro para clínicas médicas: organização

Após a organização dos investimentos iniciais e das fontes de renda, deve-se definir a classificação e categorização de receitas e despesas. Esse processo trará previsibilidade e facilitará a análise do fluxo financeiro da clínica. Então, separe as prováveis despesas das fontes de renda já definidas. Depois, faça a categorização dentro dessas divisões. 

O portal Administradores.com diferencia os termos gastos, custos e despesas. Os primeiros são considerados movimentações financeiras utilizadas na aquisição de produto ou serviço, sem pensar em retorno financeiro. Já os custos são aquelas movimentações realizadas para a produção de outros bens e serviços. No contexto da clínica médica, são aqueles relacionados com os atendimentos, com a prestação de serviço. 

Já as despesas podem ser consideradas gastos quando têm única finalidade de suprir a necessidade de um bem ou serviço adquirido pela empresa. Trata-se, além disso, do preço que se paga por depreciação de bens, pelos impostos, etc.

Após ter essa clareza conceitual, é preciso separar as contas a pagar e a receber. Nesse momento, você iniciará o controle de fluxo de caixa – o que é imprescindível para um bom planejamento financeiro para clínicas médicas. Na prática, significa separar as contas que estão pendentes e devem ser pagas até uma data específica e as receitas que serão recebidas, como repasses de convênios. 

Com a organização das contas a pagar e a receber, é preciso tomar decisões para médio. Afinal, você poderá analisar o fluxo de caixa da clínica além dos valores atuais. Sem essa organização, a clínica ficará sujeita  a multas por atraso nos pagamentos e à inadimplência de pacientes e das operadoras de planos de saúde. 

Saiba mais em “Relatórios que elevam o nível de gestão da sua clínica!”

3. Planejamento Financeiro para clínicas médicas: fluxo de caixa

As empresas podem sofrer períodos de crise financeira, tanto como resultado de problemas internos, quanto em decorrência do cenário externo. Assim, defeitos em equipamentos e problemas prediais podem exigir um investimento inesperado. Da mesma forma, um cenário de crise econômica pode requerer novas estratégias de atendimento e de aquisição de clientes. Por isso, é importante ter a previsibilidade financeira a partir de um controle de fluxo de caixa otimizado. 

Trabalhe sempre com reservas em caixa. Para isso, calcule o valor líquido disponível nas contas da empresa e as receitas a receber. Depois, desconte as contas a pagar. Assim, você saberá o que esperar dos próximos meses. Você também pode incluir no cálculo as receitas potenciais; ou seja, os valores decorrentes de prováveis atendimentos realizados. No entanto, essa não é a melhor forma de realizar o fluxo de caixa, uma vez que são apenas expectativas de receitas e não um direito adquirido, como no caso das contas a receber. 

O fluxo de caixa positivo também facilita a garantia de pagamentos de férias, de décimo-terceiro salário, de compras recorrentes de equipamentos e suprimentos etc. Por isso, você deve monitorar toda movimentação financeira, tanto para fazer análise sobre o fluxo passado, quanto para tomar decisões futuras. 

O fluxo de caixa ajuda, também, a ter maior clareza sobre a lucratividade do seu negócio. Afinal, ele facilita o agrupamento de padrões de movimentação financeira, o que melhora suas decisões para o crescimento da empresa. 

Veja a importância de decisões estratégias e mais dicas sobre contabilidade médica, clicando aqui.

4. Planejamento Financeiro para clínicas médicas: aprimoramento

A organização, a categorização e o fluxo de caixa são mais eficientes quando você utiliza a tecnologia. Ela possibilita que você aplique a automação dos processos, o que aumenta a produtividade e reduz seus custos de atendimento. 

Recursos tecnológicos levam praticidade e precisão ao planejamento financeiro para clínicas médicas. Com um software de gestão, por exemplo, sua empresa tem acesso a muitos recursos, como:

Ao aplicar esses recursos nas suas rotinas administrativas, você aumentará a confiabilidade das informações financeiras para análises estratégicas. Além disso, reduzirá o consumo de materiais de escritório e tomará decisões mais assertivas.

Utilize a tecnologia a seu favor. Tenha em mente que um bom software de gestão garante maior segurança para todas as etapas do atendimento. Para isso, é necessário que seu sistema tenha integração entre os módulos de gestão e de consulta e, claro, que tenha a certificação necessária e respeite as regras da nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Um sistema médico em nuvem pode, ainda, garantir a disponibilidade das informações da sua clínica 24 horas por dia, 7 dias por semana. Com isso, você pode consultar dados de atendimento e relatórios financeiros a qualquer hora e de qualquer lugar. Sempre que for necessário tomar alguma decisão, você terá informações precisas e organizadas. 

A integração do planejamento financeiro da sua empresa com os dados de atendimento é essencial para a gestão. Assim, você conseguirá analisar o fluxo de pacientes, de materiais e de caixa como movimentos integrados. Isso representa a realidade de uma clínica médica, em que todos os setores devem funcionar de forma harmônica para garantir seu crescimento integral. 

Para se prevenir, leia “4 Causas de Fechamento de Clínicas e Consultórios”.

5. Planejamento Financeiro para clínicas médicas: conhecimento  

A gestão de uma clínica médica exige o aprimoramento contínuo dos seus conhecimentos. Você deve se manter atualizado dos procedimentos de assistência à saúde e, também, das inovações para gestão em saúde. 

Muitos profissionais evitam desenvolver habilidades em áreas que não sejam sua especialidade. Nesse sentido, é claro que você não precisa ter domínio avançado de contabilidade para fazer um bom planejamento financeiro. Porém, é importante que você se mantenha atualizado para poder obter melhores orientações dos profissionais especializados que você pode contratar. 

Por isso, aqui no Blog da Amplimed estão sempre trazendo novos conteúdos, com as novidades da área da saúde e as melhores práticas de gestão. Para continuar aprendendo sobre o planejamento financeiro para clínica médica, baixe nosso Guia de Gestão Financeira. 


 

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