Como alcançar qualidade na prestação de serviços na área da saúde

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Foi a partir da década de 80 que a gestão moderna de qualidade passou a pautar a administração de empresas em todo o mundo. Desde então, discute-se a aplicação do conceito na prestação de serviços na área da saúde.

No Brasil, a primeira iniciativa oficial data de 1997, quando o Ministério da Saúde criou um programa de Acreditação Hospitalar. Hoje não há hospital, clínica ou consultório que possa prescindir de uma gestão focada na qualidade.

Neste artigo vamos abordar os conceitos básicos de qualidade e eficiência aplicados à área médica. E como eles podem ajudar na otimização de processos tanto em estruturas hospitalares como em consultórios geridos por profissionais autônomos. Confira!

Estratégias de gestão na área médica

Quando se fala em gestão de qualidade, há quatro estratégias básicas que podem nortear a busca de objetivos. São mecanismos de controle que podem ser implementados de forma sucessiva ou coexistente.

Aplicadas à área de prestação de serviços na área da saúde, elas podem ser listadas da seguinte forma:

  • Busca de Excelência: adota o indicador que liga a qualidade à excelência dos profissionais e dos meios com que eles trabalham. Aqui são valorizados o nível de capacitação e a reputação dos agentes prestadores de serviço.
  • Controle Interno: passa pela criação de mecanismos de monitoramento e avaliação internas da qualidade dos serviços médicos prestados. O controle começa de forma individual e depois segue adotando amostragens estatísticas. Aqui o foco está nos serviços prestados e nas regras adotadas para a gestão interna.
  • Garantia de Qualidade: nessa etapa o objetivo é atuar na antecipação e prevenção de falhas decorrentes de produtos e da má prestação de serviços. Pode ser aplicada no monitoramento de insumos, equipamentos e procedimentos. Além do monitoramento, criam-se estratégias e normas para garantir a qualidade.
  • Qualidade Total: nessa etapa há uma mobilização de todos os envolvidos na prestação de serviços para se atingir metas de eficiência. O objetivo principal é o aprimoramento constante de métodos e o aumento da satisfação das necessidades e expectativas dos clientes. Divide-se os envolvidos em equipes e criam-se círculos internos que trabalham para cumprir metas específicas. Os resultados são monitorados e compartilhados com todos.

Percepção do paciente pesa na gestão de qualidade

A Agência Americana para Cuidados com a Saúde (Agency of Healthcare Research and Quality) estabelece que a qualidade na área médica deve ser medida pelo equilíbrio entre os serviços prestados e a satisfação dos pacientes.

Portanto, quando falamos de serviços na área de saúde, não basta ser rápido, igualitário e eficiente. É preciso que, na outra ponta, os pacientes tenham a percepção positiva de que estão sendo bem cuidados.

Transferindo esse conceito para a realidade brasileira, fica fácil perceber que os desafios para aplicação da qualidade na gestão médica não são poucos. A sobrecarga do sistema público empurra um número cada vez maior de pessoas para a saúde suplementar.

Esse, aliás, é um movimento apoiado pelo próprio governo brasileiro. O Ministério da Saúde tem trabalhado para incentivar a criação de planos populares, os chamados planos de saúde acessíveis.

Considerando esse cenário complexo, a aplicação de uma gestão de qualidade deixa de ser opção. Passa a ser condição básica para todo gestor que quiser otimizar resultados na prestação de seus serviços na área da saúde.

A tecnologia na gestão de serviços na área da saúde

Muitos médicos e administradores já descobriram os benefícios de contar com um bom software médico como aliado na busca de uma gestão eficiente e de qualidade.

Hoje há sistemas próprios e bem completos para a área de serviços de saúde, que rodam na nuvem. Isso quer dizer que não é preciso manter um computador com configuração pesada para reter dados e processar rotinas.

Todo o banco de dados dos pacientes e consultas necessárias podem ser feitas de qualquer lugar, e até pelo celular, de forma segura e rápida. As informações são criptografadas, protegidas por senhas, e os dados contam com backup de segurança para evitar perdas.

Benefícios de um software médico

  • Monitoramento estatístico: todas as consultas e atendimentos são alimentados no sistema. Assim você pode analisar o desempenho, por períodos determinados, de indicadores como o tempo médio gasto para cada consulta e o tempo de espera médio para atendimento dos pacientes.
  • Mais agilidade: além de ter a ficha de qualquer paciente de forma instantânea em qualquer lugar, um bom software médico permite a integração de imagens de exames dos pacientes. Há ainda a possibilidade de agilizar processos de autorização e encaminhamentos médicos.
  • Contato com os pacientes: um software de gestão também pode ajudar a reduzir o número de pacientes que não comparecem às consultas. O sistema envia lembretes, por email ou mensagens, sobre dias e horários marcados. O sistema também envia mensagens de aniversário e ajuda a fidelizar o paciente.
  • Movimentação financeira: e além da parte médica, o software permite o acompanhamento do fluxo financeiro diário e por períodos. Alguns inclusive com previsão do que há a ser recebido por planos de saúde.

Você já pensou em utilizar softwares de gestão para melhorar a qualidade do seu serviço? Conte para gente as suas experiências!

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